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Sebrae Rio abre 370 vagas para programa de inovação

O Sebrae Rio abriu um novo processo seletivo para o Programa Agente Local de Inovação (ALI), com 370 vagas para profissionais que atuarão em diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro. As oportunidades são destinadas a Agentes e Orientadores, com bolsas de R$ 5 mil e R$ 6,5 mil, respectivamente.A iniciativa, assessorada pela FAPETEC (Fundação de Apoio à Pesquisa, Ensino, Tecnologia e Cultura), busca profissionais para atuar diretamente com inovação, empreendedorismo e desenvolvimento de pequenos negócios, instituições de ensino, territórios e produtores rurais.Os Agentes Locais de Inovação acompanham empresas, produtores, instituições e territórios para identificar desafios e oportunidades e apoiar a implementação de melhorias e práticas de inovação por meio das metodologias do programa.Entre as oportunidades estão 24 vagas para Agentes na metodologia Ecossistemas de Inovação, com atuação em regiões como Leste Fluminense, Médio Paraíba, capital e região Serrana. A bolsa tem duração de até 18 meses. É necessário ter graduação completa e experiência mínima de seis meses em atividades relacionadas à inovação.A área de Educação Empreendedora reúne 83 vagas para Agentes, distribuídas por diversas regiões do estado, com duração de até 24 meses. Os candidatos devem ter formação superior em áreas específicas, além de experiência mínima de seis meses em educação formal, gestão pedagógica, tecnologias educacionais ou inovação no campo educacional.Na metodologia Indicação Geográfica, são quatro vagas para Agentes no Leste Fluminense, com atuação em municípios como Itaboraí, Maricá, Niterói, Rio Bonito, São Gonçalo e Tanguá. O ciclo pode durar até 18 meses e exige graduação em qualquer área e experiência mínima de seis meses em inovação, gestão e/ou governança de coletividades.A metodologia Produtividade concentra o maior número de oportunidades: são 144 vagas para Agentes, com bolsa de até 30 meses e atuação em diversas regiões do estado. A seleção exige graduação em áreas determinadas pelo edital e experiência mínima de seis meses em gestão, operação ou desenvolvimento de negócios.Para o setor Rural, são 91 vagas para Agentes, com atuação em regiões como Baixada Fluminense, Costa Verde, Lagos, Leste Fluminense, Médio Paraíba, Noroeste, Norte e Serrana. O trabalho envolve extensionismo tecnológico e estímulo à pesquisa e ao desenvolvimento de processos inovadores em empresas rurais. A bolsa pode durar até 24 meses.Também há oportunidades para Orientadores nas diferentes metodologias. Para essas funções, é exigida pós-graduação stricto sensu reconhecida pelo MEC, além de experiência profissional e em orientação técnica e acadêmica, conforme os requisitos específicos de cada área.As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 30 de setembro de 2026, pelo portal da FAPETEC (clique aqui). O portal também disponibiliza o Manual do Candidato e seus anexos, com informações sobre vagas, regiões e requisitos. Cada candidato pode se inscrever para uma única vaga por seleção. Dúvidas podem ser encaminhadas pelo Fale Conosco da FAPETEC ou pelo e-mail contato@selecaofapetec.org.br.

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Rio de Impacto reúne ecossistema no FITS e aponta caminhos para fortalecer a agenda no estado

Encontro reuniu governo, instituições dinamizadoras, academia e organizações do ecossistema e colocou no centro do debate a construção de políticas permanentes, a trajetória dos negócios e a conexão entre iniciativas que já existem no Rio de Janeiro.Transformar iniciativas dispersas em uma agenda estruturada de Estado, conectar melhor os atores do ecossistema e acompanhar o que acontece com os negócios depois dos programas de formação e aceleração. Esses foram alguns dos principais desafios apontados na reunião do Movimento Rio de Impacto, realizada em 17 de setembro, paralelamente ao Fórum Global de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade (FITS), no Sebrae.O encontro reuniu representantes do poder público, Sebrae, universidades, aceleradoras e organizações dinamizadoras e evidenciou uma percepção comum: o Rio de Janeiro já possui atores, programas, conhecimento e instrumentos relacionados à economia de impacto, mas ainda precisa conectá-los e transformar experiências pontuais em uma política capaz de atravessar governos.Para Geiza Rocha, coordenadora do Movimento Rio de Impacto, o momento é especialmente importante pela estruturação do Comitê Estadual de Negócios de Impacto (CENI) e pela possibilidade de aproximar quem formula políticas de quem atua diretamente com empreendedores e territórios. “É sempre muito importante que o sistema se veja. A possibilidade de a gente ter um canal aberto com o governo do Estado e um olhar mais estruturado é gigantesca.”Do edital à política de EstadoRepresentando a área de diversificação produtiva e sustentabilidade do Governo do Estado, Fabrício Almeida relacionou a economia de impacto a desafios estruturais do Rio de Janeiro, como a concentração produtiva e territorial, e destacou a necessidade de institucionalizar a agenda. “O documento de adesão ao Simpacto já está aprovado e está na mesa do governador para ser assinado.”A discussão foi aprofundada por Inessa Salomão, coordenadora do Observatório de Negócios de Impacto, que chamou atenção para a necessidade de compreender instrumentos como PPA, LDO e LOA para identificar onde as prioridades públicas efetivamente se transformam em recursos.A síntese apareceu em diferentes momentos da reunião: é preciso “sair do varejo” de editais e iniciativas isoladas e construir mecanismos permanentes de fomento, compras públicas e apoio ao setor.O que acontece depois da aceleração?Outro tema recorrente foi a necessidade de acompanhar a trajetória dos negócios apoiados. Juliana, coordenadora de Comunidades do Sebrae, lembrou que a instituição atua com negócios de impacto desde 2013 e lançou uma pergunta central: “Quais são os negócios de impacto que, de fato, no Rio de Janeiro, passaram do vale da morte?”A provocação dialogou com a experiência apresentada por Karen Franchini, fundadora e diretora-executiva da Gambaté, que desenvolveu uma metodologia de avaliação de impacto e trabalha no Fractus, tecnologia destinada a acompanhar a evolução dos participantes mesmo quando passam por diferentes programas.“Não é só formar, só mensurar, mas muitas vezes conectar com uma oportunidade de venda.”A mesma questão aparece no trabalho do BNDES Garagem, apresentado por Abigail Souza, do Quintessa. A comunidade do programa acompanha startups depois da aceleração para identificar se continuam operando, por que algumas encerraram suas atividades e quais necessidades — mercado, investimento ou financiamento — surgiram na etapa seguinte.“Eles estão ainda no mercado? Morreram? Se morreram, qual foi o motivo? Se estão ainda no ecossistema, qual o desafio atual?”O debate levou a outra conclusão: mais importante do que construir um mapa estático de programas, que mudam ao longo do tempo, pode ser organizar uma trilha a partir das necessidades do empreendedor em cada estágio do negócio.Medir impacto sem perder de vista a sustentabilidade do negócioA mensuração de impacto também mobilizou os participantes. Elaine Borin, professora da Faculdade de Engenharia da UERJ, defendeu indicadores que permitam identificar avanços, erros e correções de rota.“A gente precisa, de uma forma muito séria, entender onde errou, o que evoluiu, o que precisa melhorar. E quem vai falar isso para a gente são os indicadores.”Juliana ponderou que o desafio começa antes: muitos empreendimentos sequer conseguem sobreviver tempo suficiente para chegar a uma etapa mais sofisticada de mensuração. Geiza acrescentou que o impacto pretendido e seus indicadores precisam estar presentes desde o desenho do negócio.As experiências apresentadas pela UERJ na Mangueira mostraram ainda o papel que a academia pode desempenhar na geração de conhecimento, no desenvolvimento de soluções e na conexão entre empresas e territórios. “A universidade está formando e também pode estar gerando as informações e criando essas pontes”, destacou Geiza.Um ecossistema com diferentes escalasA diversidade dos negócios também apareceu como desafio para a política pública. Dayse Valença, da Asplande, trouxe a perspectiva de mulheres e pequenos empreendedores, enquanto Inessa destacou que o ecossistema reúne desde nanoempreendedores até deep techs, com necessidades muito distintas.Brenda Eloar, do Iniciativa Jovem, reforçou a importância da conexão com outras organizações para ampliar oportunidades de networking e aproximação dos empreendedores com o mercado.Mapear essa diversidade é justamente uma das atribuições do Observatório de Negócios de Impacto, coordenado por Inessa, com participação de Rafael Barbastefano, professor do Cefet/RJ, responsável pela organização e análise dos dados.“O grande barato do Observatório é ouvir, entender e devolver informação relevante para o ecossistema”, resumiu Inessa.A reunião marcou também a retomada dos encontros presenciais do Movimento Rio de Impacto. Para Geiza, fortalecer a circulação de informações entre os participantes será uma das prioridades dessa nova etapa.“A vida é mais rápida do que a gente consegue capturar. O nosso interesse é justamente fazer essas trocas e dar visibilidade ao que está acontecendo.”Fique de olho: próximas agendas:24/09 — Debate sobre empreendedorismo social e mulheres em situação de violência doméstica, no Dolores Club.Outubro — Abertura de novo ciclo do BNDES Garagem.03/10 — Rio em Afetos Criativo, da Asplande e Sebrae, no CRAB.06/10 — Encerramento do Cariocas de Impacto, na Nave do Engenhão.19 ou 20/10 — Mesa na Semana de Pesquisa e Extensão do Cefet/RJ. Data a confirmar.21 e 22/10 — Festival Regenera, na PUC-Rio.30/10 — 10º Seminário de Negócios de Impacto, próxima agenda formal do Movimento Rio de Impacto, no SebraeLAB.Novembro — Próxima reunião presencial do Comitê Estadual e realização do evento Um Olhar por Cima das Correntes, da Asplande.16 a 19/11 — Enactus World Cup, em São Paulo.Primeira semana de dezembro — Semana de Iniciação Científica da UERJ.

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Economia de impacto ganha escala quando conecta redes, territórios e política pública

Articulação entre atores, fortalecimento dos territórios e incorporação da agenda de impacto às políticas de desenvolvimento estiveram entre os principais pontos do debate realizado no FITS.O Rio de Janeiro já reúne centenas de negócios e organizações ligados à economia de impacto, mas transformar esse potencial em desenvolvimento passa por três movimentos: conectar atores ainda dispersos, fortalecer redes capazes de gerar soluções a partir dos territórios e incorporar sustentabilidade e impacto às políticas de desenvolvimento. Esses foram os principais pontos de convergência do painel realizado nesta quinta-feira (17/09), durante o FITS — Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade, no Sebrae, Rio de Janeiro.Em formato de conversa, o painel reuniu a diretora do Observatório dos Negócios de Impacto Social e Ambiental, Inessa Salomão; a coordenadora de Comunidades do Sebrae Rio, Juliana Oliveira; o agente no PISTA e conselheiro da Anprotec, José Alberto Aranha; e o coordenador de Sustentabilidade e Diversificação Produtiva da SEDES, Fabrício Almeida, com mediação da jornalista Geiza Rocha, coordenadora do movimento Rio de Impacto, que abordaram o avanço do mapeamento do ecossistema para formação de redes, o empreendedorismo nos territórios, a inovação social, e o papel da diversificação econômica e da política pública.Realizado desde 2018, o FITS se consolidou como espaço de discussão sobre sustentabilidade, tecnologia e inovação. Entre 2018 e 2025, foram 17 edições, 209 sessões e 727 palestrantes do Brasil e do exterior, com cerca de 3,8 mil participantes presenciais e 27,2 mil virtuais. Ao longo dessa trajetória, incorporou à agenda temas como transição energética, bioeconomia, economia circular e azul, transformação digital, empreendedorismo e impacto social.Um ecossistema que existe — mas precisa se reconhecer e se conectar Inessa Salomão dimensionou o ecossistema que já existe no estado. O Observatório identificou mais de 540 negócios de impacto e 140 organizações dinamizadoras no Rio de Janeiro — mais de 650 entidades, do nanoempreendedor e do MEI a empresas que já operam em outros estados e até internacionalmente. O desafio é transformar mapeamento em conexão:“Nosso grande desafio é identificar essas redes, como é que fomenta e como conecta a cadeia de valor com a cadeia produtiva, com a política pública.”Juliana Oliveira acrescentou outra dimensão: há empreendedores que já geram impacto social e ambiental, mas não reconhecem aquilo que fazem como um negócio de impacto, situação ainda mais evidente em favelas e periferias. A experiência do Sebrae com programas de aceleração revelou uma distância entre quem tradicionalmente chega a essas iniciativas e os empreendedores dos territórios.“Dentro desses territórios há dinamizadores, sim, e são eles que vão ser a voz para conseguirmos chegar e conhecer esses negócios.”Inessa reforçou que essa falta de reconhecimento não se restringe às periferias: já encontrou, em grandes eventos de inovação, empreendedores com soluções associadas ao impacto que sequer conheciam o conceito. Há ainda uma concentração territorial: mais de 75% das dinamizadoras mapeadas estão no município do Rio, embora muitas atuem em outras regiões. O desafio é, portanto, entender quem ainda não está visível e como conectar as diferentes partes desse ecossistema.Do empreendedor à rede que sustenta o territórioA discussão sobre conexão levou José Alberto Aranha a deslocar o foco do negócio individual para o território. A partir da experiência do PISTA, que atua em favelas, periferias e cidades do interior, ele observa que o principal obstáculo nem sempre é a falta de recursos. “A dificuldade é a interação entre os atores. Os territórios têm um nível de amadurecimento pela capacidade de se organizarem em redes.” Se existem centenas de negócios e dinamizadoras, o valor desse conjunto depende da articulação entre empresas, universidades, governos, organizações sociais, investidores, moradores e coletivos.“Não é apenas o empreendedor que tem um resultado muito bom, mas toda a rede que sustenta esse empreendedor também é beneficiada”, explicou Aranha.Nesse processo, destacou a figura do empreendedor cívico, capaz de articular diferentes atores em torno das necessidades e potencialidades do território.Juliana trouxe novamente a discussão para os negócios: essa rede precisa apoiar desde quem ainda tenta compreender o conceito de impacto até empreendimentos que já validaram seus modelos e buscam novos mercados. E precisa juda-los a conciliar propósito e sustentabilidade financeira. “Empreender um negócio de impacto é ainda mais difícil, porque o seu propósito tem que estar muito claro.”Quando a rede encontra a política públicaSe as redes sustentam empreendedores e territórios, o passo seguinte é criar condições para que essas conexões não dependam apenas de iniciativas pontuais. Nesse sentido, a criação do Comitê Estadual de Negócios de Impacto foi apontada como uma boa notícia para o ecossistema fluminense, ao estabelecer um espaço institucional de articulação, debate e construção de políticas públicas para a agenda de impacto.Fabrício Almeida trouxe para a conversa a necessidade de inserir essa agenda no planejamento econômico do estado, defendendo que sustentabilidade e impacto deixem de ocupar posições periféricas. “A dificuldade é colocar a sustentabilidade não como um apêndice, um anexo, mas como eixo estruturante de política de desenvolvimento.”A reflexão dialogou com a defesa de Aranha de políticas capazes de formar articuladores e fortalecer redes locais. Para ele, o avanço da inovação e da tecnologia social e a aproximação das universidades com os territórios abrem oportunidades para a extensão universitária, a formação de empreendedores cívicos e novas políticas de inovação social.Ao abordar as possibilidades de diversificação econômica, Fabrício citou frentes como economia azul, economia do mar e simbiose industrial, reforçando a importância de incorporar sustentabilidade às estratégias de desenvolvimento, em vez de mantê-la restrita a projetos isolados.Um próximo salto, segundo ele, será conectar a economia de impacto às demais cadeias produtivas.“Que a gente consiga territorialmente atrair também em torno dessas cadeias negócios de desenvolvimento e de impacto. Então teremos, de fato, um planejamento público conectado, amarrado, e não em ilhas.”Impacto precisa chegar à decisão — e ao cotidianoA discussão ampliou-se também para consumidores, empresas e gestores. Inessa lembrou que o Observatório identificou soluções relacionadas a dezenas de desafios urbanos, ambientais e sociais. “O que temos não é só um cardápio, mas é também um cardápio de grandes soluções.”Juliana acrescentou a dimensão do consumo: conhecer, contratar e comprar de negócios de impacto também sustenta economicamente soluções para problemas concretos. Para Inessa, porém, a mudança de escala exige algo mais profundo: impacto social e ambiental precisa entrar nas decisões de gestão. “Que não sejam ondas, que vêm e vão, que fica bonito no relatório, mas que seja alguma coisa perene na tomada de decisão.”Criar pontes e furar bolhasAo costurar as diferentes perspectivas, a jornalista Geiza Rocha chamou atenção para um ponto que atravessou o debate: o Rio de Janeiro não parte do zero. O estado reúne empreendedores, universidades, organizações dinamizadoras, empresas, instituições de ciência e tecnologia e iniciativas públicas. Falta transformar capacidades existentes em articulação.“Não é falta de capacidades, porque temos todas. Se você olhar os índices de inovação e as instituições que temos no nosso território, está tudo aqui. Criar essas pontes é que vai fazer, de fato, algo mudar.”Para Geiza, isso também significa ampliar o alcance de uma agenda que ainda conversa muito com quem já está sensibilizado para o tema. “Precisamos furar bolhas e conectar essa agenda com o que é de fato o real. A vida não espera.”A síntese reflete o percurso do painel: mapear é importante, mas não basta. É preciso conectar negócios, dinamizadores e territórios, aproximá-los das cadeias produtivas e fazer com que impacto e sustentabilidade cheguem ao planejamento público e às decisões econômicas.“O grande chamado da sustentabilidade sempre foi tornar o mundo possível para quem vem logo em seguida. Essa é a nossa responsabilidade neste momento”, concluiu Geiza.Mais do que ampliar o número de negócios de impacto, o debate do FITS apontou para uma mudança de escala: transformar iniciativas já existentes em redes capazes de produzir desenvolvimento, conectando impacto social e ambiental, economia e território.

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Rio de Impacto se reúne durante o FITS para discutir agenda dos próximos meses

Encontro aborda participação no Comitê Estadual de Negócios de Impacto, governança do setor e programação de eventos que movimentará o ecossistema fluminense nos próximos meses. O Rio de Impacto realiza, no dia 17 de setembro, das 10h às 12h, uma reunião do movimento na sede do Sebrae Rio — mesmo local onde acontece, ao longo do dia, o FITS, Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade. O encontro reúne integrantes do movimento para fazer um balanço do momento atual e alinhar os próximos passos.A pauta passa por três frentes. A primeira é uma leitura do contexto em que o Rio de Impacto se encontra hoje. A segunda é a participação do movimento no CENI, o Comitê Estadual de Negócios de Impacto, instância criada pelo Governo do Estado para estruturar a governança dos negócios de impacto no Rio de Janeiro. A terceira é a agenda de eventos que está se configurando para os próximos meses.Dentro dessa agenda, um marco já está definido: a 10ª edição do Seminário de Investimentos e Negócios de Impacto, que acontece em outubro dentro do Festival Regenera, na PUC-Rio. "Esse marco é importante", destaca Geiza Rocha, coordenadora do movimento.A reunião acontece na mesma data e no mesmo espaço em que o Rio de Impacto também estará presente à tarde, na Mesa de Impacto do FITS — mediada por Geiza Rocha —, que debate cenário, oportunidades e governança dos negócios de impacto no Estado. A proximidade entre os dois compromissos não é coincidência: reflete a tentativa do movimento de tratar articulação interna e presença pública como partes do mesmo esforço.Serviço:Reunião do Rio de ImpactoData: 17 de setembro de 2026Horário: 10h às 12hLocal: Sede do Sebrae RioEndereço: Avenida Marechal Câmara, 171 – Centro, Rio de Janeiro/RJ

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Agenda de impacto ganha espaço no FITS Global 2026

Mesa de Impacto reúne especialistas para discutir governança, oportunidades e desafios do ecossistema fluminense. Rio de Janeiro recebe, no dia 17 de setembro, a 18ª edição do FITS — Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade. O evento acontece na sede do Sebrae Rio e reserva, neste ano, um espaço dedicado a debater os negócios de impacto do Estado.Realizado desde 2018, em formato aberto e com apoio de instituições brasileiras e internacionais, o FITS funciona como ambiente de fomento à inovação e à tecnologia, com atenção ao processo produtivo, à competitividade e ao desenvolvimento sustentável. A pauta deste ano passa por energia, saneamento, mobilidade, mudanças climáticas, infraestrutura e políticas públicas — sempre a partir da interface entre atores que pensam e atuam em sustentabilidade, inovação e tecnologia.Os negócios de impacto deixaram de ser experiência de nicho. Combinam propósito, sustentabilidade financeira e geração de resultado social ou ambiental mensurável — e, ao fazer isso, abrem uma via de desenvolvimento econômico que os territórios ainda estão aprendendo a organizar. O desafio não é mais provar que o modelo funciona. É estruturar a governança em torno dele: articular poder público, universidades, sociedade civil, investidores e empreendedores em torno de um mesmo objetivo. É exatamente esse o recorte da Mesa de Impacto do FITS, que propõe olhar para cenário, oportunidades e governança dos negócios de impacto no Rio de Janeiro — não como panorama solto, mas como diagnóstico de estado.A mesa reúne três vozes que respondem, cada uma, por uma peça do quebra-cabeça. Fernanda Coelho, subsecretária de Desenvolvimento Econômico, apresenta o Comitê Estadual de Negócios de Impacto (CENI) — a instância criada para dar estrutura a essa governança, articulando secretarias e organizações que hoje falam sobre impacto, mas nem sempre falam entre si. José Alberto Aranha, coordenador do PISTA, entra pela via da inovação social: sua contribuição é olhar para frente, mapeando que oportunidades a inovação social abre nos próximos anos e como o Rio de Janeiro se posiciona diante delas. Já Inessa Salomão, coordenadora do Observatório dos Negócios de Impacto Social e Ambiental do Estado do Rio de Janeiro, traz o que falta em muitos debates sobre o tema: dado — quem são esses empreendedores, onde estão, que desafios sociais e ambientais enfrentam através de seus negócios. A mediação é de Geiza Rocha, coordenadora do Movimento Rio de Impacto.Mais do que apresentar iniciativas isoladas — há muitas, e cada uma teria uma boa história para contar —, a mesa se propõe a entender em que estágio o ecossistema fluminense se encontra, mapear suas potencialidades e apontar quais conexões ainda precisam ser fortalecidas. Porque inovação e empreendedorismo de impacto, isolados, são histórias interessantes. Articulados, são agenda de desenvolvimento. É essa a transição que o Rio de Janeiro tenta fazer — e é essa a transição que a Mesa de Impacto do FITS 2026 coloca em debate.O painel sobre impacto integra uma programação mais ampla ao longo do dia. Além da Mesa de Impacto, o FITS 2026 vai debater sistemas de gestão do conhecimento voltados ao desenvolvimento sustentável do Rio de Janeiro, as mudanças climáticas, os desafios da gestão sustentável de resíduos, minerais críticos e estratégicos, e a transição energética — um panorama que atravessa da governança pública aos novos mercados que essa transição abre.ServiçoFITS — Fórum Global de Inovação e Tecnologia em SustentabilidadeData: 17 de setembro de 2026Horário: 9h às 17h Local: Sede do Sebrae RioEndereço: Av. Marechal Câmara, nº 171, 9º andar – Centro, Rio de Janeiro/RJInscrições e mais informações: https://www.fitsglobal.com.br/2026

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Desafio Regenera 2026 aposta em soluções de impacto no Rio

Selecionados terão formação gratuita, mentorias e acesso a especialistas, investidores e parceiros do ecossistema de impacto. O Desafio Regenera – Soluções para o Rio, promovido pelo Alumni PUC-Rio e pela Yunus Negócios Sociais América Latina, busca negócios e projetos de todo o Brasil capazes de apresentar respostas aos cinco principais desafios socioambientais do Rio de Janeiro. A iniciativa integra o Festival Regenera: Economias, Culturas e Futuros, que acontece nos dias 21 e 22 de outubro de 2026, na PUC-Rio, na Gávea, e oferece aos selecionados uma jornada formativa gratuita e totalmente online, com encontros ao vivo, mentorias e desenvolvimento de soluções voltadas ao impacto no território.Entre os temas considerados prioritários estão segurança pública e paz nos territórios; água, saneamento e restauração ambiental; trabalho e renda em comunidades; alimentação e segurança alimentar; e educação, cultura e pertencimento. Cada participante deverá escolher apenas um dos cinco desafios, de acordo com a aderência de sua proposta.Podem participar pessoas físicas que representem negócios ou projetos enquadrados em pelo menos um dos perfis previstos no edital. São elegíveis negócios já operacionais, com faturamento comprovado, incluindo MEIs, startups e organizações com ou sem fins lucrativos com CNPJ ativo, além de projetos em estágio inicial que apresentem uma ideia estruturada e evidências de viabilidade, independentemente de faturamento.A abrangência geográfica é nacional. Não é necessário ter sede ou operação no Rio de Janeiro, desde que a solução apresentada esteja relacionada a um dos cinco desafios temáticos. O programa contempla diferentes áreas de atuação, como tecnologia social, saúde, educação, agroecologia, economia criativa, segurança comunitária, saneamento e meio ambiente, alimentação e nutrição, geração de renda e economia solidária.Entre as exigências eliminatórias estão a necessidade de CNPJ ativo para negócios ou projetos e a participação em apenas um desafio temático. Também é obrigatório apresentar um vídeo de pitch dentro do prazo estabelecido. A chamada informa que não serão aceitas inscrições de negócios ou projetos sem CNPJ ativo ou em processo de regularização.Serão selecionados até 100 negócios ou projetos que participarão de uma jornada formativa. O conteúdo será dividido em três trilhas: Impacto Socioambiental, com temas como Teoria da Mudança e métricas de impacto; Finanças e Capital de Impacto, voltada a demonstrações financeiras, estruturação de capital e captação; e Narrativa e Pitch, que aborda branding com propósito, inteligência artificial para vendas e preparação para o Demoday online.Duas premiações de R$ 10 mil serão concedidas durante o evento de encerramento, ambas com patrocínio do BTG Pactual. O Prêmio PUC-Rio será destinado à melhor solução entre os finalistas que sejam alunos ou antigos alunos da universidade. Já o Prêmio Nacional reconhecerá a melhor solução entre os demais finalistas do Brasil, incluindo estudantes de outras instituições de ensino superior.As inscrições foram prorrogadas até 25 de agosto de 2026 e devem ser realizadas pelo site oficial (clique aqui). ---* Imagens reproduzidas da página oficial do Desafio Regenera – Soluções para o Rio

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